terça-feira, 21 de agosto de 2012

Café

   As letras sempre tilintavam no fundo daquele líquido denso e escuro. As perguntas faziam com quê o vapor se tornasse mais denso e encorpado. Essa dinâmica costuma descrever desenhos despretenciosos que, em determinadas circustâncias, sugere respostas e instiga novos pictogramas.

   Clarice acreditava que tudo estava interligado e sua prática constante de desvendar mistérios, fazia com que o duelo travado com o ativador de pensamentos fosse dinâmico e divertido.Dizem as más línguas, que ele tira o sono, rejuvenece, faz mal para o estômago e faz bem para as letras.

  Além do café, a música faz parte do cotidiano de Clarisse e essa moça singular, percebe cada cena do seu dia como um quadro em super 8. Essas pequenas estórias pedem cafés e bolachudos sonoros de diversas estirpes.
  Em sua saga despretenciosa pelo universo, Claire, sintetizada simpaticamente pelos amigos, segue seu percurso, na  tentativa constante de descrever caminhos transparentes e honestos  - uma extensão de suas escolhas. Para ela não importa a leitura de honestidade que o mundo tem de si.Claire se importa em ser nobre com seu coração e com suas atitudes. Ela gosta de plantar sementes de maças durante suas viagens mundo afora e pensa no crescimento da miniatura viva até se tornar uma futura e majestosa árvore.

Claire não busca méritos nem faz planos para o futuro, seu hobby é degustar as excentricidades do dia a dia. Dizem que esse tal moço chamado mérito, sabido e faceiro, mora dentro da gente, mas acredito que deve habitar alguma parte do mundo; afinal tudo que nos habita transcende.

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