quinta-feira, 2 de julho de 2015
Efemeridades
Tanta gente a procura da tal metade. Tanta gente em busca de uma consistência efêmera e descompassada, alicerçada em aplicativos. Quantos açougues virtuais e suas Tvs pra cachorro , que aquecem sem aquecer, beijam sem beijar - entretendo almas pagãs, através de uma alegoria tenebrosa ancorada em um vazio profundo. Essa trajetória surreal, embala o século da solidão.
Estar só não significa ser só.
Para estar só, tem que se suportar azedo, amargo, doce e suave. Para se estar só, é necessário amar os próprios defeitos, fundamentalmente aqueles inerentes a nossa alma.
Para se estar só, vale celebrar a extensão da cama que lhe concede um espaço extra, curtir cada canto da casa, celebrar a música que o silêncio nos proporciona.
Para se estar só, vale degustar a catarse e o desapego do rompimento;
Para se estar só, é necessário fortalecer a sabedoria, de que ciclos existem para serem encerrados e que alguns podem ser viciosos e coléricos.
Para se estar só, é necessário amar a imagem do outro que se perde no horizonte, ao seguir sua trajetória divergente daquela escolhida por você.
Onde não há rancores, o amor é mera continuidade.
Onde não existem muletas, nascem ligações iônicas.
Onde não há dependência, há complementaridade.
Um coração aberto, em hipótese alguma será vítima.
Um coração aberto compreende e é grato, a todos os sinais que lhe chegam
Um coração aberto tem a pequena certeza que nada lhe pertence.
Tudo é interação e conexão. O amor nasce e renasce na simplicidade de andar descalço.Naquilo que realmente não se busca.
É receber, permitir, celebrar!
Gratidão eterna.
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