quinta-feira, 31 de maio de 2012

Orgânicos!


As coisas saem e entram na nossa vida,  porque cada uma tem um fluxo próprio e portanto a sabedoria do universo detecta e sugeri o espaço adequado a percorrer. As perdas são simples, semanticamente, porém complexas no âmbito da alma humana. O exercício de compreender a organicidade de tudo aquilo que chega e sai do nosso abrigo, é cotidiano e árduo. 
Entender que os ciclos se encerram é sinal de sabedoria e sabedoria é pedra do reino. Só perdemos aquilo que não nos entregamos com plenitude. Vivenciar intensamente, degustar cada instante da vida,saber recuar, exercitar o perdão consigo mesmo e com o outro. Se essa prática é cotidiana o movimento de cada história se organiza com leveza e assim as chegadas e partidas navegam em mares tranquilos.

Respeitar o tempo inerente a cada coisa está intimamente ligado a respiração, ao eixo do corpo e à consciência. Quem estabelece diálogos pertinentes e impertinentes com essa esfera, sempre dormirá tranquilo.

A perda mais triste que se dá na vida de qualquer pessoa está intimamente ligada a arrogância e a omissão.Retrair os músculos, contrair a alma e carregar o corpo com rancores se expande a ponto de abalar a estrutura fisiológica e a alma.

A paz é o meu norte, ela mora além da religião. Seu repouso está na motivação e sua morada na fé.

"Quero voar de mãos dadas com você, ganhar o espaço em bolhas de sabão..."

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